quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Ena pá, tanto tempo sem noticias aqui

E a verdade, nua e crua é que este espaço não me está a fazer falta. Este blog começou com uma bela ideia minha, um projeto que tinha na minha cabeça, dos vários que pairam por ela. Era uma bela ideia, gira e tal mas sinceramente eu sabia que era de difícil concretização. Não só pela falta de tempo (se bem que eu acho que a falta de tempo não é desculpa porque quando queremos arranjamos sempre tempo), mas também e principalmente por falta de vontade. Este blog não me encheu as medidas. Era um espaço futil onde contava coisas que achava engraçadas mas, não muito diferente do outro, dos pequenos nadas na nossa vida.

Foi quando estas ferias voltei a ter uma crise de urticária que já não tinha há 3 anos, que me caiu a ficha. Foi graças ao blog dos pequenos nadas que consegui identificar quando tive as crises e o que fiz para parar com elas. Porque registava tudo lá, os meus pequenos dramas, as minhas felicidades, coisas que podiam não ter nenhum interesse para o comum leitor mas eram o meu diário. Os meus registros. A minha cena. O meu blog dos pequenos nadas tem lá a minha vidinha. As coisas boas e as menos boas. Como dizia a cocó num post antigo, os blogs registram o que quisermos. Podemos colocar lá só os dramas e isso não faz de nós uma pessoa dramática, tal como se colocarmos lá uma vida cor de rosa, não quer dizer que a tenhamos na realidade.

O meu blog dos pequenos nadas é aquilo que eu quero que ele seja. Não sou eu. Posso falar de palhaças, de sentimentos, de maluqueiras, de dramas, de viagens, de gostos de desejos... mas ninguém me pode conhecer efetivamente por aquilo que escrevo, por melhor que o escreva. 

Às vezes tenho desabafos loucos, de estar chateada com a vida que levo (que é a que 99% da população que trabalha leva). Mas isso não faz de mim uma pessoa louca. As pessoas olham para o que escrevo que gostava de fazer e acham (e dizem muitas vezes) que sou uma pessoa que faz tantas coisas que acaba por não fazer nada de jeito. Mentira. Quem diz isso não me conhece na realidade. Ou melhor, só me conhece de escrita. Porque podemos escrever o que nos apetece, certo? Quem me conhece na realidade, sim sabe que sou uma pessoa que não gosta de estar parada. Gosto de ter objetivos e gosto de aprender, de inovar, de marcar a diferença. E procuro fazer isso no meu dia a dia e é por isso que me meto em coisas tão diferentes ao mesmo tempo. Mas sei quais são os meus limites e tenho aprendido cada vez mais sobre eles. Estamos sempre a aprender e a crescer não é?

Com isto tudo vou-me despedir deste blog. Não o vou apagar pois tem um pedaço da minha historia. UM PEDAÇO, não tem a minha história.

Vou-me despedir deste blog porque francamente, não faz sentido 2 blogs meus, praticamente iguais, coexistirem na blogosfera.

E se é para ficar com um... então fico com os pequenos nadas. Porque sim. Porque faz sentido. Porque é o MEU BLOG!

Desculpem lá qualquer coisinha. Quem gosta, que me acompanhe. Quem estiver farto, que se deixe estar.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

6 anos de pipoquinhas

Foi há 6 anos, no dia 6 de Junho de 2007 que a minha vida mudou radicalmente. Foi o dia mais feliz da minha vida e o mais assustador ao mesmo tempo.Não pelos meus filhos que felizmente nasceram saudáveis e como se quer mas por mim, que tive uma hemorragia pós parto que me ia levando desta para melhor. E o meu maior medo não era por mim, era por ter tido, por breves momentos a sensação que podia morrer sem nunca sequer ter pegado neles ao colo. Foi uma sensação indescritível. A pior sensação que alguma vez eu tinha sentido. Chorei, gritei, desmaiei e quando acordei voltei a chorar e a gritar pelos meus filhos. Que queria vê-los, que queria tocar-lhes e nem tocar-lhes na pele me deixavam... Pudera, eu estava literalmente a esvair-me em sangue. Acho que nunca tinha descrito esta sensação. Aliás, o escrever não faz jus ao que senti. É uma sensação que nunca mais quero voltar a ter.

Adiante e depois do susto passado e depois de dias muito dificeis para mim pois tinha perdido muito sangue estava com uma anemia brutal, devagarinho fui-me adaptando à minha nova condição de mãe especial. Mãe de gémeos!

O 1º ano foi o ano mais cansativo da minha vida. Noites mal dormidas com cólicas e birras que pareciam não ter fim, caos completo e absolutamente tempo nenhum para nada. Valeu-nos a preciosa ajuda dos nossos pais que juntos permitiam-nos dar uma folguinha de vez em quando para dormirmos uma noite seguida.

Os 3 primeiros anos, apesar de na altura terem parecido 3 longos anos, passaram a correr. Quando olho para trás, fico com uma sensação esquisita de como quando estamos tão desejosos que aquela altura passe que nem apreciamos o que de bom temos. Olho para fotografias e não me lembro deles com aquela idade. Dou por mim a pensar... Eles eram tão lindos e tão fofinhos e eu nem me apercebi disso. Aperceber, apercebi sim mas o meu desejo de que aquela fase passasse era tão grande que também essa recordação passou num instante. 

Por volta dos 4 anos a coisa começou a compor-se e a acalmar. Aos poucos, voltámos a olhar para nós, a apreciarmos a vida e o que nos rodeava. Também passámos alguns maus momentos com a entrada na escola, também eles muito dolorosos mas comparado com as dificuldades dos primeiros tempos era peanuts.

Agora com 6 anos, tenho autenticos homenzinhos. É talvez das fases mais giras até agora. Uma fase em que já são nossos companheiros, amigos. Já conseguimos conversar com eles e fazer tudo (ou quase tudo) o que faziamos antigamente, sem grandes stresses. São vaidosos, lindos de morrer e super simpaticos. Espertos como tudo. Às vezes até demais. Ao contrário das outras idades eu espero que esta fase demore a passar. Não tarda estão no 1º ano da escola. Quem diria?

É nesta fase que eu penso o quanto perco por não conseguir aproveitar esta idade com eles. Gostava de ter muito mais tempo do que aquele que tenho.

Ontem tirei um dia de ferias para estar com eles no dia de aniversário e foi dos dias mais giros dos ultimos tempos e em que não fizemos nada de especial. Estivemos apenas a aproveitar estar com eles no dia de anos em dia de semana com um tempo que não ajudou nada a festa.

Mas deu para brincarmos, rirmos, jogarmos raquetes, jogarmos voley, comermos gelados, comermos bolo, corrermos e divertimo-nos à grande.

Claro que se tivéssemos todos os dias para fazer isto se calhar não tínhamos aproveitado tão bem e o mal é esse. Mas foi bom. FOI MUITO BOM!!!!

E assim se passaram 6 anos... a voar literalmente. Amo-vos de uma maneira que é impossível explicar. Só quem é mãe sente verdadeiramente um amor igual pelos seus. Muitos parabéns meus amores que sejam MUITO FELIZES SEMPRE!

sexta-feira, 31 de maio de 2013

A dieta

Hoje pesei-me novamente, depois de um longo periodo de pausa com a balança avariada. Eu sabia que os kilinhos a mais tinham voltado. As minhas calças bem diziam: olha lá ó miuda, não achas que está na altura de voltares a ponderar uma dietazinha?!  Mas eu não lhes ligava nenhuma e com uns puxõeszinhos mais fortes, um encolhe a barriga e as calças lá iam entrando bem apertadinhas. Olhava para o espelho e sentia os braços mais flácidos, aquela zona do braço chamada a zona do adeus. Não liguei puto. Fechava os olhos, respirava fundo e pensava. Quando a balança voltar a ter pilha e me voltar a pesar, logo penso nisso e voltava a atacar a bolacha de chocolate e a batata frita gourmet. Hoje foi o dia. A bendita balança tem pilha desde ontem mas só hoje me mentalizei para colocar o cherne lá em cima. 62 Kgs marca ela. Confesso que até estava com medo que fosse mais. No subconsciente ainda tive um pensamento que me disse: Ah espera, afinal a batata não fez assim tanto mal. Mas não, 62 Kgs para a minha pequena pessoa é muito, o suficiente para não me sentir bem com o meu corpo. Por isso, balança amiga, 3 Kgs vão ter que, decididamente, ir à vida. É pouco pensam uns... Parece... para mim não é. Sei por experiência própria que estes 3 Kgs são os mais difíceis de ir embora. Porque não são aqueles Kgs que desaparecem logo assim que a malta começa a fazer uma dieta de menos calorias, zero doces e zero fritos...Não. Estes 3 Kgs são aqueles Kgs que ficam já depois da malta fazer os cortes. Ou seja, são aqueles filhos da mãe dos Kgs que  para saltarem do nosso corpo temos MESMO, MESMO, MESMO de abdicar de uma série de coisas... não basta dizer... ah durante a semana vou comer saladinhas, não comer doces nem fritos e ao fim de semana posso me desgraçar. Estes 3 Kgs só se vão embora se não tiver dias de pecado. Sei que é assim pois são sempre estes 3 Kgs que mais trabalho me dão a ir embora. Eu consigo, sei que consigo pois já consegui, mas custa como o raio. Agora, tenho um petit problem:

Agora que tenho consciência dos 3 Kgs, como é que vou fazer nesta e na próxima semana que aí vêm? É que na próxima semana que vem e que começa já amanhã tenho:
Dia 1 - Dia da criança, almoço de porco preto no colégio dos miúdos
Dia 6 - Aniversário dos miúdos (lanche na escola com bolo de aniversário e jantar com a família com mais bolo de aniversário)
Dia 9 - Festa de aniversário dos miúdos (mais bolos e guloseimas)
Dia 11 - Aniversário do meu sogro (mais bolo de aniversário e jantarada)
Dia 10 a 16 de Junho - Férias que implica um geladinho aqui, uma sandes acolá, um folhadinho aqui, um petisco ali .

A sério, não há força de vontade que aguente a ver passar tanto doce e tanta coisa boa que vai haver. Que faço? Borrifo no assunto e dia 17 ataco a dieta? Se calhar é melhor não? Assim como assim, estar a passar fome nos restantes dias para nos dias das festas não resistir ao bolo de chocolate e à batata frita e ficar exatamente na mesma. hummm. Estou mesmo tentada a ignorar as calças por mais umas semaninhas...

Cheira-me que quando enfiar o biquini me vou arrepender amargamente desta decisão.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Sim!!! São Gémeos!!! na Feira do Livro

Costumam visitar a Feira do Livro? Este ano têm mais um motivo para ir à Feira do Livro. Eu vou lá estar no dia 8 de Junho em sessão de autógrafos, entre as 16horas e 17horas no Stand da editora Fonte da Palavra.

Fico à vossa espera! Marquem JÁ na vossa agenda!



Vida social parental (antes, entre o nascimento e os 5 e depois dos 5 anos)

Ultimamente tenho pensado muito nisto e chego a conclusão que a vida social de uma família tem 3 fases:

-Antes de ter filhos: Nesta fase a família constituída por marido e mulher faz o que bem entende. Vai passar os fins de semana onde quer, janta onde e às horas que quiser. Os amigos são os amigos de longa data que, eventualmente também sem filhos, frequentam a nossa casa e nós a deles, combinamos cinema, jantaradas, ferias no estrangeiro, a dois, a quatro, a mais mas sempre com adultos.

- Depois de ter filhos até 5/6 anos: A família está na fase casulo. Nos primeiros anos após a vinda de um (ou mais) filhos, a família recolhe-se em fraldas e noites mal dormidas. Os amigos ficaram em segundo plano e os avós, tios e familiares próximos passam a ter um papel fundamental na vida do casal. A vida social do casal resume-se a um jantar rápido a dois enquanto a(s) criança(s) ficam nos avós ou na babysitter e passamos a ter tendência a escolher os nossos amigos que já têm filhos para um lanchinho (pois jantaradas com amigos está fora de questão). Vivemos basicamente para os nossos filhos e erradamente mas eventualmente esquecemo-nos um pouco que existimos como adultos também.

- Depois dos 5/6 anos dos nossos filhos: A nossa vida social volta a estar em alta MAS com a diferença que são os nossos filhos que mandam nela! Ora são festas de aniversário dos amigos, lanches em casa dos amigos e vice versa, almoços em casa dos amigos e vice versa, eventos do colégio, eventos arranjados pelos filhos e amigos que incluem cinema com os amigos e pais dos amigos. Basicamente, eles tratam da nossa vida e nós se queremos ter vida social, mais vale conformarmo-nos com isso e porque não, divertirmo-nos com isso também. Também faz falta os momentos familiares sem participação externa é verdade e por vezes acabamos por ter de recusar alguns desses eventos sociais dos nossos filhos. Também têm que aprender que não podem ir a todas e têm de optar e caramba, nós também temos algum direito a escolher as atividades a fazer, certo? Afinal se vamos participar nelas, convém que os pais também estejam felizes.

Resumindo, gosto muito desta fase em que voltamos aos poucos a ter vida social. É verdade que as coisas mudam, os gostos mudam e até os amigos mudam. Os nossos amigos antigos vão ser sempre os nossos amigos mas há que abrir portas a novas amizades. E esta fase acaba por ser isso mesmo. A porta de abertura à entrada de novas amizades na nossa vida. Porque é natural que alguns pais dos melhores amigos dos nossos filhos, passem também a ser grandes amigos nossos não é? É a ordem natural das coisas...

Vai haver a altura em que a nossa vida social vai mudar novamente, quando eles já não nos quiserem na vida social deles. Até lá, vamos mas é aproveitar enquanto eles gostam que participemos!!!!


quarta-feira, 15 de maio de 2013

In perfect shape

Tenho-me portado bem sim senhora. Há muito que não o dizia aqui mas tenho-me portado até muito bem.

Body Vive à terça feira, Body Balance à quinta feira no Vivafit do Restelo
Zumba e Bokwa ao sábado no Vivafit da Charneca

Tão bom!!!! E sabe tão bem. Já agora, adivinhem onde está o Wally?


sexta-feira, 10 de maio de 2013

Coisas que eu gosto #4

No grupo mães de gémeos que frequento há meninas que são muito prendadas. A sério. Eu tenho uma inveja dessas mães. Não é inveja má, é inveja boa. Pena de realmente não ter mãos de fada mas sim, mãos de bruxa que não tem jeito para nada. Há mães que são verdadeiras artistas... MESMO.

Eu já conhecia a arte da Helena com o Atelier ao Meu Gosto. Já tinha espreitado as coisinhas de lá e sei de uma amiga que eu acho que ia adorar as coisas de lá (não digo quem é pois um dia leva uma prenda de lá e assim é surpresa :)). E hoje fiquei completamente apaixonada pelas Lunch Bags dela. Meninas, que coisa mais linda. 

Sim, é uma moda agora levar marmita para o trabalho. Uma moda que por acaso é das modas mais económicas e saudáveis que existem. Poupamos na alimentação pois não se deita comida para o lixo, sabemos o que estamos a comer (e para quem faz dieta, saber o que estamos a comer é essencial) e ao comermos no trabalho, ainda ficamos com tempo para dar um passeio, ver emails, estar no facebook e fazer n coisas na hora de almoço, uma vez que é muito mais rapido. 

Eu em 17 anos de trabalho é o 1º ano em que aderi à moda. Primeiro, porque comecei a fazer ginástica a hora de almoço e precisava de comer rapido e saudavelmente antes de voltar para o trabalho, segundo porque fazendo contas a vida do dinheiro que gastava em alimentação nos restaurantes, compensa largamente, por ultimo, muitas vezes fazia comida a mais que acabava por ir para o lixo porque lá em casa não gostam de comida requentada. Ora como eu não me importo nada com isso, foi mais uma forma de aproveitar toda a comida.

Nos primeiros tempos usava saquinhos plásticos de supermercado. Uma cena muito foleira mas como ninguém repara mesmo nisso, ignorei. Mas eu propria as tantas comecei a achar que levar a comida num saco plastico não era nada pratico. Não aconteceu rebentar o saco mas parecido. Comprei então um saquinho da Ale-Hop para levar o farnel. O saco da Ale-Hop é engraçado e tal mas não é termico e a comida não fica propriamente bem acondicionada. Dá para desenrascar quando não é todos os dias que se leva comida.

Foi então que hoje me deparei com estas meninas no facebook. Morri de amores. Pois, não é barato não. Aliás, nenhuma lunch bag é barata. Mas há mais caras e a Atelier ao Meu Gosto até é um dos parceiros da Associação Gémeos e Mais o que quer dizer que me dá um descontinho bonzinho. E as lunch bags são tão giras! Não vou resistir já sei... aguarda por mim Helena Teixeira que um dia destes vou-te fazer uma visitinha para levar uma malinha para a minha marmita. Ahhhh e mais. O Atelier pode ainda fazer uma Lunch Bag à nossa medida. Ficamos assim com uma Lunch Bag totalmente personalizada. Uma peça unica e linda. Só nossa, AO NOSSO GOSTO. Porque levar a marmita numa Lunch Bag destas é qualquer coisa de muito bom.


Uma inspiração

No outro dia cheguei a casa e tive uma grande surpresa. Tinha chegado pelo correio uma prenda de uma amiga muito especial, a Dalila que tem o blog da arqueologia da vida e que também é mãe de gémeos. Fiquei surpreendida pelo gesto e ainda mais pelo conteúdo. A Dalila ofereceu-me um notebook feito pela Byhand lindo de morrer. Tem as paginas cor de rosa, uma das minhas cores favoritas e é personalizado com o meu nome. O melhor de tudo é ter um prefácio escrito por ela que tem tudo a ver comigo. Passo a explicar.

A Dalila é como eu. Adora escrever. E tem jeito. Eu diria até que ela tem muito mais jeito que eu. São formas de escrever diferentes. Eu sou mais impulsiva e escrevo como se estivesse a falar para os meus leitores. A Dalila não. Escreve para ela de um modo que quem a lê percebe exatamente o que ela está a sentir naquele momento. E consegue fazê-lo com a mesma rapidez com que eu escrevo para vocês. Se calhar até mais rápido. Faz-me lembrar quando eu fiz o curso de escrita criativa e o professor me dizia que tinha de fazer os textos de modo a que quem os lesse conseguisse visualizar a paisagem, a pessoa, a alma. E eu fazia, mas não conseguia fazer sem ter de pensar, sem experimentar, sem fechar os olhos e pôr-me na pele de quem me lia para ver se estava a corresponder ao que me era pedido. No fundo estava a aprender a fazer algo que, vejo pela Dalila, ela faz tão facilmente.

O prefácio que ela me escreveu encheu-me de vontade de voltar a escrever textos usando os conhecimentos do curso de escrita criativa. De facto é um tipo de escrita muito mais elaborada mas por isso mesmo, muito interessante e cativante. Agora só me falta aquele monstro que nos persegue e nos enche os dias de nada, que é a falta de tempo. Um dia, quem sabe volto aos tempos de antigamente em que escrever a sério me preenchia o coração e a alma. E quando esses dias voltarem, o notebook da Dalila, estará lá para me dar o mote para um novo ciclo da minha vida. Um dia, esse dia chegará. Tenho a certeza.

Obrigado Dalila por acreditares em mim, saberes dos meus sonhos e estares ao meu lado nesta caminhada.

Coisas que eu gosto #3

O dia da mãe já passou mas ainda na onda das coisas que eu gosto. Gosto TANTO destes relógios da One. A One por vezes tem coleções lindissimas e esta é uma delas. Adoro!

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Coisas que eu gosto #2

Aqui há uns largos meses deparei-me com a loja Oxidus Kito. Achei que tinha peças lindissimas e mais uma vez adorei o conceito, pois transformam desenhos até dos nossos filhos, em peças de de joalheria fabulosas que podem ser usadas em pulseiras, aneis, brincos e colares. O resultado é verdadeiramente maravilhoso como podem verificar através destas imagens.

 (onde é que eu já vi estas cerejas?) :)
 (com os desenhos dos nossos filhos - um must)
 Este pendente no fio aqui em baixo - loucura
O melhor disto tudo para quem tem a pele mais fina que existe como eu que só atura prata e ouro é que todas as peças levam banho de prata. OK. isto pode não as tornar tão acessiveis como as bijuterias tradicionais que também têm coisas girissimas mas convenhamos. De que vale serem baratas se depois não as consigo usar mais do que 10 minutos na pele sem começar logo com um ataque de urticária que demora semanas a passar?

Eu adoro coisas personalizadas. Adoro oferecer coisas personalizadas e adoro ostentar coisas feitas à minha medida. Coisas exclusivas. Há melhor do que ter um desenho dos nossos filhos numa peça de bijuteria que levamos para todo o lado? Há claro, mas esta também uma das coisas!

Digam lá se estas meninas da Oxidus Kito não tiveram olho para o negócio? Vejam também a pagina do facebook.

Lindas não são? Ai... ai....

Coisas que eu gosto #1

Vou iniciar aqui uma rubrica já muito batida noutros blogs mas que fazem todo o sentido para mim encontrar-se também no meu blog. Será tipo uma wish list de sitios e coisas que gostaria muito de ter e de fazer. Umas poderão eventualmente ser realizadas um dia, outras nem por isso ou melhor... serão quando me sair o euro milhões. Mas como até agora sonhar ainda não custa nada, cá vai.

Esta aqui eu ando a namorar há séculos. Ora pois que sou alérgica a todo e qualquer tipo de bijuteria. Na minha pele apenas pode cair prata ou ouro. Fina, eu sei... mas uma caracteristica da minha rica pele.

E agora que o dia da mãe se aproxima, OMG, o que eu gostava de ter uma pulseirita destas da Pandora. A Pandora está com uma coleção tão mas tão gira. Tem contas lindas de morrer e tem uma caracteristica que adoro. Conta historias. Que mais podemos querer se não, termos a nossa historia no nosso pulso.

Digam lá que não é linda? Tem tudo a ver comigo e ficava tão bem no meu braço! Eu sei que podemos ir comprando aos poucos e completando mas... falta o iniciar. Um dia vou te-la no meu braço. Esta ou outra do género desta. Tenho dito!

terça-feira, 16 de abril de 2013

De coração cheio :)

Hoje fiz uma coisa que só tenho pena de não poder fazer mais vezes. Passo a explicar. A sala azul dos meus filhos foi convidada pela sala amarela também da pré para uma futebolada a sério. No campo de futebol da escola. Uma coisa a sério mesmo, com árbitro, treinos, tudo. Andaram umas 3 semanas entusiasmadissimos. Isto porque futebol é a vida deles e desde que os comecei a senti-los na minha barriga que andam a treinar pontapés. Lá em casa é futebol em todo o lado, no corredor, na sala, no jardim... onde calha. No domingo fomos a um baptizado e depois do jantar demos com eles mais o primo a jogar futebol no restaurante com um coelho de peluche pois não havia bola. Está tudo dito, portanto. E hoje foi o grande dia. O dia do Derby. Sala Azul contra Sala Amarela. Fiquei entusiasmadissima quando me disseram a hora que era. 13 horas. Eu, que quase nunca consigo ir à escola pois é o pai que os leva e vai buscar, tenho de aproveitar todas as desculpas para enfiar o nariz na escola. Tenho tanta inveja do pai e de algumas mães que conseguem ter horarios para poderem estar mais presentes na escola. Se calhar essas mães nem sabem a sorte que têm. Mas adiante. 13 horas e lá fui eu. Máquina fotográfica em punho e o JP de maquina de filmar. Eramos os unicos pais lá a dar força a equipa mas não fazia mal nenhum. O importante foi que consegui ir e estar presente no 1º jogo de futebol a sério dos meus benfiquistas. Os miudos estavam equipados a rigor, cada um com o seu equipamento de futebol preferido. As meninas que não jogavam faziam claque com ponpons e cantavam "Força sala azul" e "ninguém para a sala azul", enquanto esticavam o cartaz e bailavam os ponpons. Os da sala amarela tentavam, mas a sala azul estava ali para ganhar! Dizia a educadora, o importante não é ganhar é participar! E eles respondiam, mas nós vamos ganhar porque somos a sala azul. haja confiança. Por outro lado, a sala amarela, apesar de ter sido ela a impulsionadora, dizia. Vamos perder. A sala azul é a melhor. A educadora bem lhes incentivava mas a convicção de que iam perder era generalizada. 

O jogo começou e nem tinha passado 1 minuto quando começaram os golos. Da sala Azul obviamente. 1-2-3-4-5-6-7-8 GOLOS a ZERO!!!! Já na segunda parte, toda a escola vibrava com a sala azul e tinham mesmo vindo outras salas do 1º ciclo aplaudir o jogo, o árbitro resolve marcar um penalti para a equipa amarela. Eu acho que ali, todos torceram para que a equipa da sala amarela marcasse um golo, o golo da consolação. Mas... Não! A equipa da sala amarela falha o penalti e o jogo acaba uns segundos depois, não sem antes a única menina da sala Azul a jogar ter marcado o 9-0! É caso para dizer! GRANDE SALA AZUL!!!!  Parece que os melhores jogadores se juntaram todos na mesma turma. E não eram só os meus a jogar MUITO bem. Havia lá outros dois meninos que sim senhor. Dá gosto ver. 

E assim se passou a minha hora de almoço. Engoli uma sopa a correr e um folhado e corri para o trabalho. Corri para o trabalho mas de coração cheio por ter podido participar numa actividade destas no colégio deles. Venham os proximos!

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Falando de prazos



Hoje ao vir aqui ao blog ver se me vinha a inspiração para escrever qualquer coisinha, deparei-me com o blog da cocó em que escreve que está aflita com o prazo que lhe deram para mais um livro. Pois é: Vai daí eu lembrei-me que ainda não vos tinha dito. O meu editor quer que escreva o segundo volume do Sim!!! São Gémeos!!!

Quando ele me falou disso há 1 mês atrás eu pensei. É a loucura só pode. Tanto que batalhei para o primeiro livro ser publicado e agora para este tenho um prazo para o publicar. Não consigo e pior. Nem sabia por onde começar. 

O primeiro volume foi facil pois além de ter tido muito tempo para pensar nele, corrigi-lo, acrescentando coisas à medida que eu propria ia passando pelos temas, não tinha pressão nenhuma para o publicar. Aliás, não tinha editora nem sequer sabia se alguém se havia de interessar por um tema tão especifico como Gémeos. Eu sabia para mim, que o mercado era bom. Que havia muito mais gémeos do que poderiamos imaginar. Mas daí a ser interessante para as editoras ia um grande passo. E não foi facil.

Agora este. Para este coloquei a fasquia bem alta, pois este obviamente só pode ser ainda melhor que o primeiro. E começar? Ai, começar é que foi o tanas. Estive um mês inteirinho a pensar nisso. Mas vou escrever sobre o quê agora? Os meus miudos ainda só têm 6 anos! Há tanta coisa que eu não sei mas francamente também não sabia bem o que havia para saber. E foi assim que tcharam, num trajeto trabalho-casa, na fila da Ponte 25 de Abril, depois de ter tido uma troca de palavras mais emotiva com o meu mais que tudo, que visualizei o segundo livro à minha frente. 

Antes que a ideia se me passasse tratei logo de pôr em pratica uma série de coisas que me tinha passado pela cabeça entre elas, os testemunhos. Se foi isso que deu sucesso ao primeiro livro, os testemunhos teriam obrigatoriamente de continuar a ser parte integrante neste. E de repente, tive uma adesão brutal, uma coisa inexplicável de voluntárias mães de gémeos prontas a dar o seu contributo para o segundo Sim!!! São Gémeos!!!. Para já é assim que o vou chamar... Depois, logo se verá se o livro não terá uma entidade propria também. Agora é recolher os contributos e colocar mãos à obra. O prazo ainda está de certo modo longe (felizmente), mas nós sabemos que quando menos esperamos, o tempo passa a galope. 

A juntar a isto tenho uma série de outros projetos que tenho em marcha e que me comprometi a dar mais atenção, como a Associação Gémeos e Mais e o Portal Gémeos e Mais. E a minha profissão que hoje em dia só me traz prazos e mais prazos para cumprir. E nunca mas nunca posso esquecer as pessoas que são realmente importantes para mim como os filhos, o marido e eu propria. E os amigos que também existem e querem ter um bocadinho da nossa atenção. E depois há outras coisas que lá ficaram em banho Maria à espera da sua oportunidade. Que há-de chegar sem qualquer duvida. A seu tempo....

E quando dermos por nós, pimbas... acabou o prazo.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Estás mais magra...


Oi? Quem? Olho para mim com um grande ponto de interrogação. Eu mesma? Devem estar a brincar. Não, infelizmente essa não é uma verdade. A balança pelo menos diz que não. A minha colega confirma. Rita, estás mesmo mais magra. Oi? Bem, se calhar tenho de ir mudar a pilha à balança que me está a acusar 3 Kgs a mais e não a menos. Só pode estar avariada. Não há duvida que me tenho portado MUITO bem a ginasticar, quase 3 vezes por semana e fica bem dizer que o nosso esforço está a ser recompensado mas... lamento. Não é verdade!

E porque é que não é verdade se até tens ginasticado tanto? Não me fizeram esta pergunta mas eu faço e respondo na mesma. Porque tenho andado a comer como se não houvesse amanhã, porque tenho muita fome, porque como porcarias ótimas como batatinha frita gourmet, macdonalds com tudo a que tenho direito (gelado incluido), bolachas e outras maravilhas docinhas e calóricas. Sei o que faço e quais as consequências. Tenho consciencia que sou uma baleia prestes a tornar-se num cachalote. Por isso meus amigos, tenho os musculozinhos do corpo todos a doer, ando com muito mais resistencia mas NÃO! NÃO ESTOU MAIS MAGRA!!!!

terça-feira, 9 de abril de 2013

Circunstancias de uma entusiasta pela vida




Pois é... eu juro que tento manter o blog, escrever, inovar. Mas está a ser difícil cumprir. As vezes tenho a sensação de ser como os políticos. Prometo, prometo mas depois cumprir tá quieto! Não é por mal, a sério, nem por falta de vontade ou de assunto. E também não é por falta de tempo. Não sei explicar. Às vezes simplesmente sinto que escrever aqui é como escrever num diário. Devíamos escrever todos os dias mas depois há sempre qualquer coisa que nos chama para outro lado.

Esscrevi isto há uns dias e tinha mais algumas decisões escritas, mas acabei de apagar.
Não apaguei porque escrevi de animo leve. Apaguei porque repensando melhor no que me levou a escrever, optei por outro caminho que não aquele que tinha pensado. 

De facto a vida dá muitas voltas e tem muitos caminhos que podemos optar. Uns mais tortuosos e sinuosos que outros e todos eles com muitas pedras pelo caminho. Fernando Pessoa já dizia: Pedras no caminho guardo-as todas, um dia construo um castelo. Foi com base neste pensamento que revi a minha posição. Ninguém disse que o caminho era facil mas desistir nunca, em momento algum, é ou foi uma hipotese para mim.

Sou muitas vezes chamada de entusiasta, nem sempre no bom sentido porque me envolvo e deixo envolver em vários projetos ao mesmo tempo. Sempre fui assim, desde miuda, desde a faculdade, principalmente quando há qualquer coisa que não me satisfaz por inteiro normalmente no capitulo profissional. Faz parte da minha maneira de manter a minha sanidade mental e a mente sempre a trabalhar. Depois sou acusada de deixar projetos pelo caminho mas... será mesmo que os deixo pelo caminho? É verdade que às vezes temos tanta coisa que temos de colocar um travão a nós proprios. Mas com esse travão quer dizer que desistimos dos nossos projetos? Não. De todo. Às vezes precisamos colocar um travão precisamente para respirarmos fundo e alinhavarmos ideias. Colocar alguns em banho maria porque ainda não estão no ponto, avançar com outros e é assim. É assim que nos organizamos. Ás vezes nem nós, os entusiastas, sabemos o que fazemos. São outras pessoas que, ao pensarem erradamente e nos dizerem, nos fazem encontrar o caminho e perceber que o que nós fazemos tem mesmo uma razão de ser.

São estradas dificeis de percorrer, são muitas. Auto-estradas sem fim. Se por vezes nos sentimos um bocadinho perdidos? Quem de nós, nunca se sentiu um bocadinho só perdido na vida e precisou parar para respirar e olhar para aquilo que nos rodeia?

sexta-feira, 22 de março de 2013

Que neura

(Post apagado porque há coisas que não se dizem num dominio publico)

Mas porque raio não arriscas tu Rita Maria?
Porque não.

segunda-feira, 18 de março de 2013

As saudades de viajar às vezes são tantas!!!



As saudades que eu tenho de viajar é algo que nem sei bem explicar. Sempre fui uma pessoa que gosta de ramboia, que gosta de laurear a pevide, de conhecer paises novos, gentes novas. Adoro andar de avião, não tenho medo nenhum e acho um perfeito disparate ter medo de um avião, que quando cai um é noticia internacional de tão raro que é. Tenho saudades do cheiro das malas de viagem, do aeroporto, do cheiro da comida de avião. Tenho saudades de ver as nuvens e de ver as casinhas tão pequeninas lá em baixo e de pensar... até breve que eu já volto. E de curtir, de não pensar em trabalho, nem em despesas, nada. Sentir o sol na pele, calcorrear ruas desconhecidas, entrar em lojas iguaizinhas às nossas mas em que a empregada nos atende com uma lingua diferente.Conhecer restaurantes, comidas tradicionais e bebidas claro. Tenho saudades de fazer isto tudo com o meu companheiro. Tenho saudades de namorar e de pensar só no amor. Tenho saudades de viajar a dois e gostava muito de fazer uma viagem a 4, completamente diferente mas tenho a certeza que maravilhosa. Tenho saudades disto tudo e mais saudades tenho ainda, quando percebo que tão cedo não voltarei a pisar um aeroporto. Se no dia a dia não penso muito nisto, tem alturas e horas, vá lá, minutos do dia em que quando me lembro e me vêm as saudades, me revolta. Eu era uma previlegiada. Era não tenho duvidas. Eu conseguia fazer 1 a 2 viagens por ano, mas viagens a sério, daquelas demoradas e longinquas. Há 3 anos que se acabou. Pronto, vão me dizer que há pessoas que nunca puseram os pés num avião, há pessoas que nem para ir ao Algarve têm dinheiro e que sou na mesma uma previlegiada porque (ainda) não passo fome. Eu respondo. Claro que sim. Afinal até sou uma previlegiada porque temos emprego, ordenado e saude mas e então? Não podemos ambicionar mais e melhor? Essa agora! Porque é que nos havemos de contentar com o que temos apenas e só porque temos mais que a maioria das pessoas? Eu não sou assim. Eu quero mais e foi graças ao querer mais que hoje sou o que sou. Porque nunca fico parada a ter pena de mim mesma, nem fico parada a achar que tenho tanto que mais vale estar quieta. Eu quero mais sim, e acho que todos mas todos temos de ser assim. E vou mais longe. Se todos nós formos um bocadinho mais ambiciosos e lutarmos todos por aquilo que acreditamos, de certeza que não estava tanta gente agora nas ruas da amargura. Porque é muito facil ser o coitadinho. Eu não sou coitadinha nenhuma mas também não sou sortuda nenhuma como pensam. Sou um ser perfeitamente normal que continua a ter sonhos como toda a gente... e saudades. E desta vez deu-me para isto. Ter saudades de viajar. E não há mal nenhum em ter saudades de viajar.

Sou madrinha :)



Estou muito feliz... já sou madrinha, uma especie de tia emprestada. A minha querida amiga Ritinha já teve o Francisquinho o que faz de mim, a sua mana emprestada, a tia / madrinha mais feliz do mundo. E que lindo que é o Francisquinho... :) Ainda não o consegui ir ver pois o menino fez a partida e veio ao mundo 1 semaninha antes do previsto e muito de repente. Eu sabia que ia ser este fim de semana. Havia qualquer coisa que me dizia que ia ser no fim de semana. Confesso que olhei para o telemovel muitas vezes e cada vez que o telemovel tocava pensava... é agora... é a Ritinha e só pensava em correr para ir ter com ela. Mas a Ritinha também me fez a partida e só me avisou depois dele nascer... malandra... mas eu percebo. Quando foi comigo fiz pior. Avisei toda a gente que durante 1 mês pelo menos não queria visitas lá em casa e proibi visitas na maternidade. Só mesmo pais e tios podiam ir lá visitar. Fui chata, má... talvez, mas não me arrependo pois ainda por cima com as complicações que tive pós parto, a ultima coisa que me apetecia era ver gente à volta a mexer nos meus ricos bebés... Por isso, eu compreendo. Se fico triste de não ver o Francisquinho mais cedo... fico pois... mas o bebé é dela e do papá babado e eles têm todo o direito de se agarrar a ele sozinhos, sem pessoas a fazer cutchi cutchi e a mandar bitaites. E se há pessoas que não cumprem o pedido dela, nem perguntam se podem e aparecem na maternidade e em casa sem avisar, eu que sou amiga dela, só tenho de aceitar e cumprir o que me pede. Por mais que me custe porque a ansiedade de ver o meu afilhado também é mais que muita. Mas eu espero. Domingo, apareço lá em casa com a maralha... porque me disseste que sim. Eu aguento... :) Parabéns maninha, adoro-te muito e espero conseguir ser a madrinha perfeita para o Francisquinho.

quinta-feira, 14 de março de 2013

A fotografia e o meu mundo


Eu adoro fotografar. Sempre gostei desde miuda. Era eu que andava sempre de máquina na mão. E ainda ando. Sou sempre eu que me lembro de fotografar aqueles momentos e dar aqueles cliques. Também gosto de ser fotografada admito mas é tão raro ser outra pessoa a pegar na máquina fotográfica que se contam pelos dedos das mãos as fotos em que eu apareço. E na maioria das vezes, as fotos em que apareço sou eu própria que tiro. 

Há dois anos, quando meti na cabeça que queria mudar pensei nas coisas que gostava de fazer e onde poderia ter algum sucesso. A fotografia, a par da escrita estava no topo da lista. O livro estava escrito na altura e só à espera de editora, que finalmente apareceu em Julho do ano passado mas, infelizmente para ser ter sucesso na escrita e poder-se viver da escrita não basta publicar um livro e principalmente quando esse livro é acerca de um tema tão particular. Portanto, se eu quisesse mudar de vida não seria apenas com a escrita. Investi na fotografia. Comprei uma Canon 500D, investiguei as lentes que melhor se adaptavam aquilo que gostava de fotografar, li livros, entrei em fóruns, estudei o melhor que pude acerca da arte de fotografar que é muito mais complexa do que poderia imaginar. Tentei criar um portfólio e ainda consegui alguns trabalhos nessa área. Quis especializar-me na arte de fotografar famílias, crianças e bebés. As minhas fotografias, apesar de me dizerem que eram boas e de uma maneira geral gostarem do trabalho final, admito que podiam ser melhores. Cada vez que estudamos mais, temos mais consciência dos nossos defeitos, não é? Percebi que para melhorar a minha qualidade teria mesmo de aprofundar os meus estudos na fotografia. Mas, as coisas não correram muito bem. Mais uma vez, o apoio e colaboração da família é fundamental pois quando temos uma família, os nossos atos têm consequências na nossa vida familiar e a minha família achou que eu estava a prejudicar o tempo dedicado a eles para dedicar às famílias dos outros. Foi com uma grande tristeza que abandonei o meu projeto fotográfico que adorava e onde sentia que era o meu mundo. A família está primeiro. Sempre primeiro.

Abandonei, mas não esqueci. Porque a fotografia continua a estar no topo das coisas que me fazem feliz e das quais eu poderia fazer a minha vida. Mas é uma batalha difícil. É difícil porque quando reemergir como fotógrafa quero reemergir com muito mais qualidade e até abrangendo a área corporate que me poderá dar o impulso que desejo e isso implica fazer um curso, que já sei exatamente qual é e como fazer, sem prejudicar a minha vida familiar, mas infelizmente não tenho possibilidades financeiras para avançar neste momento. Tenho saudades de fotografar. Tenho saudades de dar cliques. Tenho saudades de aprender.

A fotografia e a escrita estão lado a lado neste meu mundo que me faz feliz. É aqui que me sinto como peixe na água. É aqui que está o meu clique. Porque é que é tão difícil conseguirmos concretizar os nossos sonhos? Principalmente quando sabemos tão bem o que queremos?

quarta-feira, 13 de março de 2013

Acreditar que conseguimos...





Eu gostava de conseguir concretizar os meus sonhos. Gostava mesmo. Sei que conseguia. Sei que ia ter sucesso. Sei que com toda a certeza ia ser mais feliz e melhorar a minha qualidade de vida. O meu médico homeopata na 1ª consulta em que me quis conhecer disse-me coisas que ficaram até hoje a pairar na minha cabeça. Tinha a ver com toda a minha forma de viver e de sentir as coisas e maneira como essa forma de viver e sentir influenciava o meu estado de saúde. Podem os mais cépticos pensar que são balelas, tangas, etc mas nós que estamos do outro lado e engolimos cada palavra que nos dizem conseguimos perfeitamente chegar onde ele quer que cheguemos. 

Quando o meu marido quis arriscar e desistir do emprego fixo que tinha para se dedicar a uma empresa dele e ser o seu próprio patrão, eu fui a primeira da fila a apoiar, a acreditar que ele conseguia e em momento algum duvidei que ele tivesse sucesso. Durante 3 meses, vimos o nosso ordenado mensal a diminuir drasticamente devido ao facto dele ter saído de onde estava e estar em fase ainda de arranque da empresa. Eu, com o meu ordenado por trás e o meu apoio moral, esperei pacientemente que a empresa começasse a dar frutos, até que... começou a dar. 

Ele diz que o facto de eu o ter apoiado ou não, nunca teria influenciado a decisão dele, porque a decisão dele baseava-se no seu próprio pressuposto de que ia ter sucesso. Será mesmo? Será que se na altura eu lhe tivesse dito que era doido, como muita gente achou que ele era, se eu lhe dissesse que não achava bem que ele fizesse isso, se eu lhe dissesse que achava que não ia correr bem, se eu lhe dissesse, porque raio queres tu sair de onde estás certo, para ires para o incerto, será mesmo que ele arriscava? Aí está algo que eu nunca vou saber. Eu ficaria deveras chateada se ele fizesse isso à minha revelia, mesmo depois tendo sucesso. Francamente não sei se teria digerido tão bem aqueles 3 meses com menos um ordenado.

Disseram-me. Não estará na altura, agora que a empresa do seu marido tem sucesso, de ser ele a apoiar o salto da Rita? Mesmo que isso implique tempos mais difíceis no arranque do projeto, seja ele qual for?

Devia ser assim... na verdade num mundo cor de rosa em que os maridos leem o nosso pensamento e fazem exatamente o que gostaríamos que fizessem, é isso que acontece. Mas... nós não vivemos num mundo cor de rosa. Mundo cor de rosa é coisa que não existe e as mulheres de uma maneira geral sempre foram mais dadas a acreditar nas capacidades dos maridos do que o contrário não é?

Estarei eu condenada a não conseguir realizar os meus sonhos? Dou por mim por vezes a desejar que a vida me pregue uma partida na minha profissão e que me obrigue a seguir os meus sonhos sem que ninguém me condene. É triste ter estes pensamentos. Não devia ser assim. Todos nós devíamos ter a oportunidade de arriscar e fazer o que gostamos. Há dias em que a desilusão e a incompreensão reinam. Hoje é um desses dias.

quinta-feira, 7 de março de 2013

A Homeopatia e eu #2

Ainda não tinha dado novidades aqui acerca da minha experiencia com a Homeopatia. Pois bem, chegou a hora de dar a minha opinião acerca desta medicina chamada de alternativa mas intitulada pelos homeopatas de complementar.
 
Confesso que fui à consulta céptica. Com esperança mas céptica. Afinal de contas com 38 anos de vida, foi rara a vez em que consegui dar a volta a uma virose, uma infeçao respiratória, uma crise de sinusite, sem recurso à medicina convencional. E nunca, mas nunca, da maneira como estava tinha conseguido ultrapassar sem recorrer ao famoso antibiótico. Lembro-me varias vezes de ir à minha alergologista com uma infeção respiratória já há 3 semanas, ela dizer-me já vi que isto não vai lá sem antibiotico. Aguarde mais uns dias e se continuar assim tome isto ou aquilo. Drogas atrás de drogas. Por isso, fui ao homeopata em ultimo recurso, quando o meu corpo pedia por favor para parar de dar drogas, menos de 1 mês depois de 3 semanas de antibiótico, com um principio de pneumonia. Foi um risco o que fiz. Admito. Podia não dar em nada e muitas vezes ao longo do tratamento homeopatico pensei. Meu Deus, tenho a sensação que se vou ao hospital já nem me deixam sair de lá. Este era o meu estado. Nunca faria o que fiz se fossem os meus filhos no meu lugar pois foi preciso muito sofrimento e muita força de vontade para não recorrer ao antibiotico. Quase como se fosse uma drogada que precisa urgentemente da sua droga para viver mas sabe que não o pode fazer.
 
Muitos emails troquei eu com o Dr. Nuno, muitos mesmo. A pedido dele e em desespero meu. Ele respondia sempre com carradas de esperança e de força para que aguentasse. Ia-me ajustando a medicação consoante o modo como me sentia. Acredito que ele próprio deve ter tido duvidas se eu ia aguentar ou não. E eu ia tomando as bolinhas tal e qual ele me dizia com todas as indicações que ele me dava. Não bebia chás, nem comia chocolates, nem comia nada que tivesse mentol. Tomava as bolinhas fora das horas da refeição e da lavagem dos dentes religiosamente. De vez em quando, ou melhor, quase todos os dias tinha vozes por trás a gozarem comigo por estar a tomar bolinhas com açucar. Eu fazia orelhas moucas e pensava para mim. Eu ainda hei-de calar a boca desta gente. Quase ninguém acreditava que eu ia ficar melhor só com bolinhas. Depois havia outras pessoas, que me conheciam melhor e sabiam que se o estava a fazer, era porque achava que estava a fazer bem e respeitavam-me. Cépticas também mas sem gozo, na expectativa de um dia dizer que estava bem.
 
3 semanas depois de ter começado a tomar as bolinhas, chegou esse dia. Estava melhor de dia para dia, quase sem dar conta. Aos poucos a tosse começou a diminuir de intensidade, a expetoração reduziu e praticamente cheguei ao meu estado normal. Repito estado normal! O meu estado normal não é propriamente o normal das outras pessoas, é um normal com alguma congestão nasal e alguma tosse, mas obviamente nada que se comparasse à tosse que tinha fruto da infeção respiratória. Aqueles que gozavam, de repente calaram-se. Acabaram-se os comentários depreciativos. E quando verificavam que estava melhor e eu dizia que foi com a homeopatia, olhavam para mim, como se eu estivesse a mentir. Como se houvesse necessidade.
 
E assim foi a minha 1ª experiencia com a homeopatia. Digo 1ª pois vai ser a 1ª de muitas outras vezes que hei-de recorrer a ela. Para mim agora, antibiotico, só se me disserem: Rita, isto assim não vai lá!
 
Ainda tenho um longo caminho a percorrer até à cura completa se é que ela existe. Mas sei que agora estou no caminho certo e tenho a certeza que a minha qualidade de vida a partir de agora vai ser melhor. Os meus filhos, no que depender de mim, também só levarão mais antibióticos em ultimo recurso, pois a homeopatia vai ser a minha medicina de primeira linha com eles e comigo.
 
O Dr. Nuno Oliveira não precisa de mais publicidade pois a publicidade dele são os casos de sucesso que tem, mas não me sentiria bem se não divulgasse quem é. Eu aconselho agora a homeopatia a toda a gente. A homeopatia resultou comigo que sou a pior pessoa para estas coisas. E esse mérito é todo dele.
 
Podem ver aqui o blog dele e tem todos os contactos lá. Não perdem nada com isso e quem sabe a vossa qualidade de vida e a dos vossos filhos não melhora substancialmente.

quarta-feira, 6 de março de 2013

Vivemos e aprendemos

Estas ultimas 3 semanas, além de caóticas foram acima de tudo mais uma bela lição de vida para mim. É sabido que queixar-me do meu trabalho é o que eu mais tenho feito ultimamente. Não é para menos. Passei a ser uma mera técnica de contabilidade desde há um ano para cá com as responsabilidades de uma diretora financeira. E, tal como já referi não morro de amores pela contabilidade.

Mas o facto é que só me apercebi das verdadeiras consequências de ser uma técnica de contabilidade agora no fecho do ano. Porque aqui, não podia fugir das minhas responsabilidades também de diretora financeira. Tinha de enfrenta-las com todas as minhas garras. Parei para o mundo. Desliguei net, desliguei telemoveis e dediquei-me 200% ao meu trabalho. O problema foi que ao mesmo tempo, a minha familia precisava de mim. Estava com um problema em mãos. Valeu-me a disponibilidade e apoio do JP que não sei como teria sido sem ele. Apercebi-me pela 1ª vez da incompatibilidade de ter um cargo de responsabilidade e ser mãe. Está explicado porque é que existem tão poucas mulheres em lugares de chefia e de responsabilidade. Das duas uma, ou não têm filhos, ou se os têm, têm que ter uma rede de apoio fantástica por trás. De outro modo é absolutamente impossivel termos uma carreira de sucesso conciliada com a maternidade. Outra coisa que me apercebi foi do tempo que efetivamente perdemos com a internet. A internet é de facto uma coisa fabulosa mas sem duvida nenhuma que tem de ser com conta, peso e medida. É impossivel sermos bons profissionais se não conseguirmos fazer a distinção do trabalho e do lazer. Não digo que não o fizesse mas decididamente, por vezes o lazer sobrepunha-se às minhas responsabilidades. Por erro, por vicio, por escape, whatever. 

Decidamente apercebi-me nestas 3 semanas daquilo que é verdadeiramente importante para mim e do que tenho de fazer para concretizar os meus objectivos. Eu sei que já disse isso algures por aqui, mas retiro o que disse nessa altura. É preciso muito mais que pensar. É preciso agir. E sobretudo é preciso uma coisa fundamental. Organização.

Conseguimos ter tempo para tudo? Conseguir conseguimos, mas para o conseguirmos temos por vezes de colocar travões nas coisas que mais gostamos de fazer. Há um tempo para tudo e há um timing para tudo e é preciso saber desligar o botão quando é necessário. Se estamos sempre com o botão ligado, vai haver algo que vai ficar para trás e arrependemo-nos, mais cedo ou mais tarde. Além de ficarmos com a sensação que não conseguimos fazer nada. E esta sensação, meus amigos... é lixada!!!!

Varicela em dose dupla

Eu pedi! Pedi tantas vezes para eles terem varicela que houve um dia em que me fizeram a vontade. Foi há 3 semanas, num sábado que, depois de tomarmos o pequeno almoço, o pai vai por um jogo da PSP e olha para o Diogo. "Rita, anda cá, o Diogo está cheio de borbulhas!!!" Eu sabia que a varicela andava na escola deles e na sala deles, mas se havia alturas em que estava preparada psicologicamente para esta doença, esta não era uma das alturas. Logo nesse fim de semana que eu tinha previsto trabalhar TODO o fim de semana. Logo nesta semana em que eu TINHA de apresentar contas para fechar o ano. Really? Havia pior altura em termos de trabalho? Sinceramente, não me recordo de pior altura para isto acontecer. Levei o Diogo ao médico e confirmado o diagnóstico, sentença de pelo menos 1 semana em casa! Comecei a rezar a todos os santinhos para que o Tiago também apanhasse e de preferencia que logo logo aparecessem as primeiras borbulhas. Já que era para estragar 1 semana que estragassem logo os dois de uma vez. Pela primeira vez demos autorização a eles para se beijarem e lambuzarem-se um ao outro. Eles... felicissimos. O Diogo felicissimo por ter varicela, uma vez que os amiguinhos já tinham tido todos. O Tiago feliz por o irmão ter porque isso era sinal que daí a uns dias também ele ficaria com varicela e assim poderiam todos comparar as mazelas decorrentes da varicela, como se de cicatrizes de guerra se tratassem.

O JP foi absolutamente fantástico nesta semana em que estive a trabalhar que nem uma moura com o Diogo doente. Os avós por azar não conseguiram dar apoio nenhum por motivos de saude, consultas médicas e afins e ele, sozinho deu conta do recado. Obviamente que contribui com o que pude. Era eu que dava os banhos de maizena matinais de fim de tarde, e pintalgava as minhentas borbulhas com betadine. E tentava conciliar o meu trabalho com o dele, trabalhando muitas das vezes em casa à noite para poder chegar mais tarde ao trabalho no dia seguinte. Não foi facil. Mesmo. E o maior problema é que isto era só a primeira rodada. Faltava o Tiago que não havia meio de ter. Quando finalmente o Diogo começou a ficar bom, teve uma recaída não se sabe bem como nem porquê, com um febrão de quase 40 graus. Nova ida ao médico, antibiótico não sei bem porquê e mais uns dias sem ir à escola. O Tiago, que entretanto já tinhamos pensado que não era desta vez ainda que ia ter varicela, por sua vez apanhou uma virose de gastroentrite com dor de barriga e febre. Fantástico! 2 semanas de molho. Finalmente na sexta feira voltaram os dois à escola. Pensámos nós, será que agora vai normalizar? E eu pensava. Tu queres ver que o Diogo apanhou-me o fecho do ano e o Tiago vai apanhar-me o fecho do mês aqui na empresa? Bem dito, bem certo. Este domingo, quando acorda eis que despontam as primeiras borbulhas da varicela. Mais uma vez numa altura fantástica para mim, para não dizer o contrário. Mas pronto. Tudo isto serviu para eu aprender mais umas lições que merecem um post só para elas. Agora, ainda me faltam mais uns dias de molho com o Tiago em casa e agora rezo para depois desta, tudo volte a estabilizar. Varicela, never again!!!!!